Sob o signo do grão de mostarda

No ano de 1997, em entrevista ao jornalista alemão, Peter Seewald, o Cardeal Raztinger (que veio a se tornar Bento XVI em 2005), afirmou o seguinte: “Talvez tenhamos de nos despedir das ideias existentes de uma Igreja de massas. Estamos possivelmente perante uma época diferente e nova da história da Igreja. Nela, o cristianismo voltaráContinuar lendo “Sob o signo do grão de mostarda”

Evangelho não modificado, mas traduzido para os ouvintes modernos

A Faculdade Católica de Fortaleza, FCF, em parceria com a CNBB, realizou entre os dias 17 e 19 de maio de 2011, o II Forum Brasileiro de Cultura, com o tema: “Desafios da Cultura para a Ação Evangelizadora”. Os colabodores conferencistas, dentre eles sacerdotes, bispos, teólogos, filósofos e sociólogos, abordaram temáticas de grande atualidade, favorecendoContinuar lendo “Evangelho não modificado, mas traduzido para os ouvintes modernos”

Dilatar o coração

Uma das mais radicais novidades do Cristianismo foi mesmo o mandamento do amor, amor gratuito, inclusive aos inimigos. Mas, evidentemente, não vamos fantasiar, muito menos nos enganar achando que isso é simplesmente um esforço humano. Muita gente tem interpretado erroneamente o “amor como decisão da vontade” e esquecido assim que ele é, primeiramente, um dom,Continuar lendo “Dilatar o coração”

Deus tem seus caminhos, seus planos…

Alguns católicos que vão à Europa costumam testemunhar a dor de terem observado que, em alguns lugares, as igrejas estão sendo fechadas, porque já não há mais fieis que as frequentem, consequentemente encontrar a celebração da Santa Missa, especialmente durante os dias semanais, tornou-se um grande desafio. Quando os templos são abertos, apenas servem paraContinuar lendo “Deus tem seus caminhos, seus planos…”

Somente a saudável fé cristã poderá recuperar o homem

Uma das maiores conquistas da teologia pós-conciliar tem sido o resgate da verdade fundamental de que Jesus Cristo foi solidário com o sofrimento humano. No entanto, mesmo com a positiva colaboração do método histórico-crítico que tem ajudado a teologia a entender o passado, os contextos bíblicos, os personagens, a pessoa de Jesus de Nazaré noContinuar lendo “Somente a saudável fé cristã poderá recuperar o homem”

A Palavra mostra que Deus está falando conosco!

Muitos rotularam o judaísmo e, na sequência deste também o cristianismo, como “religiões de livro”. Isso certamente é uma visão parcial. Mas tem um grão de verdade. A palavra e a linguagem têm papel importante no cristianismo. A Palavra de Deus que formulamos, que cantamos, é algo sacramental, através da qual Deus nos toca, abrindoContinuar lendo “A Palavra mostra que Deus está falando conosco!”

Igreja, adaptação e inculturação

É sempre um desafio falar da inculturação e adaptação às realidades e novidades seculares no que se refere à Igreja. “A Igreja não se adapta, mas se incultura”. O que isso significa? Que ela leva uma mensagem perene, na sua centralidade, que é o Evangelho, por isso não pode mudar a mensagem para corresponder aoContinuar lendo “Igreja, adaptação e inculturação”

Emancipar-se de Deus é a opção menos inteligente que se possa fazer

A autonomia e o progresso da Ciência com suas surpreendentes descobertas em todas as dimensões da vida humana, não garantiram a tal felicidade prometida e esperada para todos os homens, por ocasião do seu amadurecimento previsto para os dias nos quais nos encontramos. Não se nega os avanços da Ciência e os seus benefícios paraContinuar lendo “Emancipar-se de Deus é a opção menos inteligente que se possa fazer”

Ver a lebre…seguir os passos…

Falando de forma apaixonada do filósofo Kierkegaard (ano de nascimento, 1813) o escritor Jostein Gaarder, na sua célebre obra: o Romance da história da filosofia, “O Mundo de Sofia”, afirma: “kierkegaard observava que a Igreja e a maioria dos cristãos de seu tempo tinham uma posição extremamente evasiva em relação às questões religiosas. E eleContinuar lendo “Ver a lebre…seguir os passos…”

Ressentimentos eclesiais, um veneno mortal!

Por ressentimento eclesial quero me fazer entender ao falar de vomitórios irrefletidos acerca das fragilidades da Igreja, históricas ou atuais, principalmente. Claro que não podemos ficar simplesmente nos diagnósticos, mas, sobretudo, dar luzes e propostas concretas e que alimente a esperança e nova maneira de pensar os limites da Igreja como instituição também humana. PensoContinuar lendo “Ressentimentos eclesiais, um veneno mortal!”