Pentecostes: Deus ainda pode te usar!

Na Solenidade de Pentecostes podemos meditar na visita do amor de Deus e pedir sempre ao Espírito Santo que venha sobre nós e nos renove outra vez!

Quando nós, os católicos, somos crianças os sacramentos do Batismo e do Crisma constituem partes essenciais de nossa vida cristã a tomar forma. Lembro bem que foi com o Crisma que “alguma coisa” havia mudado dentro de mim, ainda que não soubesse do que se tratava. Nascia ali uma consciência de ter fé em Deus e a descoberta de que tudo aquilo que acontecia (dentro e fora de mim) é o que chamamos de “vida cristã”. As etapas seguintes vividas fizeram a consciência cristã amadurecer. Jesus Cristo era a grande descoberta! As necessidades de se ler, conhecer, perguntar, observar, responder, ensinar, viver e crescer eram partes indissociáveis. Eu diria, como canta Pe. Zezinho Oliveira (SCJ), numa canção antiga, que “essa relação com a Pessoa de Jesus me deixou inquieto até hoje”.  

No dia que a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes de 2020 e meditamos na liturgia o envio do Espírito Santo aos discípulos (cf. Jo 20,19-23), mesmo que ainda estejamos sem celebração presencial no Brasil, esta é uma oportunidade para se pensar nessa tal “inquietude da vida”. Não a mesma que vive o adolescente, mas aquela provocada pela presença do Espírito Santo em nós. É verdade que não somos e nem vivemos como deveríamos, pois o pecado nos assola muitas vezes, mas um sinal claro de que o sopro de Deus pulsa é o convencimento sempre do pecado, o esforço para mudar, o “ser diferente” neste mundo diverso e a inquietude consciente em termos algo a contar para os outros.

É verdade que não somos e nem vivemos como deveríamos, pois o pecado nos assola muitas vezes, mas um sinal claro de que o sopro de Deus pulsa é o convencimento sempre do pecado, o esforço para mudar, o “ser diferente” neste mundo diverso e a inquietude consciente em termos algo a contar para os outros.

O Espírito Santo surpreende nossa vida sempre, como o fez naquele lugar com as portas trancadas. Os escritos do Novo Testamento mostram que aqueles homens do Cenáculo de Jerusalém nunca mais foram os mesmos. Felizes aqueles que carregam consigo a inquietude da visita do amor misericordioso de Deus. Conhecemos bem quais as “trancas do nosso coração” e a necessidade de que Jesus entre, pois temos medos, decepções e inseguranças. É o Espírito Santo que nos convence de que “Deus ainda pode nos usar!”, como diz uma canção gospel. Esta é uma verdade absoluta de fé. Nunca deixe de pedir: Vem, Espírito Santo!

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