A nossa impotência nos faz pensar na vida, nos nossos valores e escolhas

O Evangelho nos ajuda a compreender o sentido do que vivemos nestes dias de quarentena. O Espírito Santo é a grande diferença na vida de quem crê.

Os cristãos católicos sabem que as semanas de páscoa têm a conclusão na Solenidade de Pentecostes, antecedido pelo Domingo da Ascensão do Senhor (subida aos céus). Ou seja, trata-se dos cinquenta dias que Jesus permaneceu com os seus discípulos, ensinando e preparando-lhes para o grande momento da descida do Espírito Santo e a missão.  A partir de então a vida seguirá agora com eles, que não estarão sozinhos. A garantia absoluta é a pessoa do Espírito Santo a inspirar, orientar, corrigir, sustentar e fazê-los ousados no anúncio do Evangelho. Quem conhece os escritos do Novo Testamento sabe exatamente tudo o que sucedeu. Eles não tinham a exata noção do que lhes aconteceria e precisaram muito de fé, coragem e sabedoria para lerem os sinais!

Mesmo em dias de isolamento social, dias de quarentena, nos quais o Mistério Eucarístico é celebrado pelos meios de comunicação, os católicos mais assíduos à fé acompanham o desenrolar do ano litúrgico, o que acontece em Roma, as ações que provêm do Papa e, claro, as leituras dominicais, sobretudo, as que norteiam a vida e a fé. Uma das coisas que tem me feito pensar com o que vivemos é na certeza de que alguma interiorização acontece com uma grande parte, inclusive com pessoas que estavam distantes e até frias na fé. O medo, as notícias e a ansiedade nos levaram a rezar mais, a pedir a Deus que nos proteja, assim como àqueles que amamos. Um novo tempo virá na vida de cada um. Li recentemente um artigo que falava exatamente isso:

“A nossa impotência nos faz pensar na vida, nos nossos valores e escolhas. Certamente isto nos trará grandes lições. Não seremos os mesmos!”  

Os efeitos da Quarentena

Vivemos o Domingo (e a semana) que antecede a Ascensão do Senhor, e sua liturgia fala exatamente da ação do Espírito Santo através de Felipe, Pedro, Paulo e Jesus, que no Evangelho diz aos discípulos que o “mundo não é capaz de receber o Espírito da Verdade, porque ele não vê e nem conhece” (cf. Jo 14,15-21). Ver e conhecer no aspecto da fé não é o mesmo no aspecto da Ciência. Do lado de quem crê entra nossas disposições interiores e exteriores, sentimentos e sentidos, e a ação do Espírito Santo, a grande diferença. Nestes dias tenho visto pessoas que se dizem de fé sem ver e sem conhecer o Espírito Santo. A crise sanitária, financeira e até humana tiraram o mínimo que tinham, a capacidade de ler os sinais para a sua própria vida. E tenho visto outras pessoas “menos religiosas” mais serenas, mais esperançosas e mais crentes na certeza de que não estamos sozinhos. “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós!”

Por: Marcos de Aquino, 16/05/2020.

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