O nome tem o direito natural à honra

Quando falamos mal de alguém nos autodestruímos. É importante cultivar o “bom nome” nosso e do outro, pois isso condiz com a identidade da vida cristã.


Uma língua com arames quando desonramos os outros

Lembro-me de já ter falado no meu blog acerca da importância do nome no tocante à palavra dada, que era de grande valia e a maior garantia que tínhamos no passado. Ele, o nosso nome – melhor, o nosso “bom nome” é precioso e devemos cultivá-lo, o que não acontece por muitos em nossos dias, infelizmente. 

Mas aqui quero falar, como complemento, do respeito e cultivo da honra pelo nome do outro. Vemos na mídia o nome de famosos arrastarem multidões e que, ao cometerem erros, é o suficiente para as críticas e, o pior, quando cometem atos desonrosos o tribunal da internet os penaliza duramente e muitas vezes seus nomes ficam machados para sempre. Agora pensemos no que colocamos sobre o nome dos outros como fruto de nossa maldade e mentira! Quando falamos mal de alguém é como se subíssemos numa torre e soltássemos as penas da galinha. Ao descermos o que juntaremos é quase nada. O vento levou a maior parte! E falo de forma que eu recorde também do que é preciso viver nesses nossos dias de convivências, sejam eles onde forem!

Construímos o nome ao longo de nossa história, zelamos por ele, mas é verdade que pessoas irresponsáveis em nossas convivências ou nas redes sociais (anônimas ou não) podem desconstruir nossos esforços. Nas últimas eleições no Brasil vimos a força e o perigo das falsas notícias (FAKE NEWS), quando a mentira e a calúnia foram praticadas como algo comum, porém criminosas, deixando assim pessoas a sofrer no corpo e na mente. A calúnia – como dizia Péricles, um dos maiores líderes democráticos de Atenas, Grécia Antiga, “é uma afirmação falsa, desonrosa e desconexa a respeito de alguém”, e deixa um rastro de destruição, mesmo que futuramente as mentiras sejam esclarecidas, o erro seja provado. Quando difamamos os outros – sejam eles culpados ou inocentes – causamos um prejuízo inigualável.

Sim, devemos evitar as oportunidades para falar mal de alguém. Devemos, inclusive, evitar repassar informações mentirosas sobre os outros. A regra jornalística vale para todos: checar as fontes, ver se aquilo é mesmo verdade antes de repassar ou apenas comentar com alguém.  Nós, os cristãos, devemos rechaçar a mentira, evitar aqueles momentos em que o outro é o nosso réu, sejam pelas palavras e pelos juízos ou simplesmente por nossas “achologias” acerca de quem não gostamos. O nosso nome e o nome do outro têm o direito natural à honra, à reputação e ao respeito.

As Sagradas Escrituras nos ensinam que “devemos evitar toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia e de inveja e toda maledicência” (1Pe 2,1). “O diabo não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (cf. Jo 8,44). E diz Jesus no Evangelho, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Que o nosso coração reflita sobre nossas atitudes e palavras que desonram os outros e mancham também a nós, nossa identidade cristã! Cultivemos o “bom nome” nosso e do outro! É difícil, sabemos, mas é possível!

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