Jesus é o maior presente do natal

Palavras da homilia do Pe. Vandelei Signorini, SDS  – Missa da Noite de Natal 
     
Terminamos hoje na Igreja o advento, que durou 4 semanas. Hoje celebramos a noite de natal. Pensamos no acontecimento de natal e naquilo que ele nos faz compreender: “Aquele Menino é totalmente Deus e totalmente homem”, como nos dizem os Padres da Igreja e a Teologia. Pois bem, a encarnação não diminuiu Deus. Sua descida não o humilhou, mesmo que ela cause escândalos em tantas pessoas descrentes. Deus não fez divisões, mas se uniu a todos os homens através da sua condição humana.

Hoje nós vivemos todas as separações possíveis: pretos e brancos, ricos e pobres, direita e esquerda, crentes e ateus, héteros e gays, etc. Para Deus não há essas divisões. Ele não nos olha assim, mas acolhe e respeita nossas escolhas. Posteriormente o seu amor nos educa ao melhor para nós! Deus é unidade, não há n’Ele divisão e confusão. Portanto, Deus é o maior presente do Natal. O maior desafio em nossos dias é descobrirmos esse presente, pois tudo parece ofuscar o sentido desse acontecimento.

Precisamos descobrir quem é Jesus, como fizeram os Reis Magos. Ele se mostra como o “Conselheiro Admirável”, aquele que tem a melhor palavra para a nossa vida, o melhor caminho a seguirmos. Outrora pedíamos para os pais o conselho necessário, mas hoje pedimos para Jesus; Ele é o “Pai dos tempos futuros”, ou seja, a direção certa e o futuro para a nossa vida passa por Deus, creiamos ou não. Contar com Ele é a melhor forma de não seguirmos às apalpadelas, mas andarmos encontrados; Ele é o “Príncipe da Paz”, sim, pois quem está com Cristo não se desespera, aconteça o que acontecer, e não cai no desânimo. Não são coisas ou pessoas que nos darão a verdadeira paz, mas o próprio Jesus.

Um sinal claro da paz em nós é quando participamos do Pão Eucarístico. Para o cristão católico a paz está para além do comer, beber e se divertir. A eucaristia para nós é a ceia mais importante do Natal e de todos os tempos. Uma curiosidade nos explica que Belém significa a “Casa do Pão”. Não vivamos em torno do nosso umbigo, mas saibamos repartir o pão, aquilo que nos pertence, pois tudo passa. Por fim, irmãos e irmãs, o Natal é oportunidade de revermos e renovarmos o nosso Batismo, analisarmos se estamos na luz ou nas trevas.

Tem gente até que, segundo o nosso juízo, não merece o nosso abraço, mas devemos nos reconciliar, dar uma nova chance, perdoar, voltar a falar e retribuir o mal com o bem. Deus correu atrás de nós quando ainda éramos pecadores, pois é esse o sentido mais profundo do natal. A celebração do Natal é a festa do encontro e é Jesus Cristo, o Deus Menino, que ilumina a nossa vida e a vida do outro. Portanto, faça da sua vida “ponte e encontro” e permita que o outro encontre em ti o próprio Jesus, pois aí está o natal verdadeiro! Feliz Natal!

Por: Ant. Marcos – Capela Santa Cruz do Itapery, Fortaleza, 24/12/2019.

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