CHOREI ESCUTANDO O PAPA

Frei Patrício Sciadini é integrante da Ordem Carmelita Descalça (OCD).Nasceu na Itália, mas foi por décadas diretor da OCD e OCDS (Seculares) da Região Sudeste do Brasil. Atualmente, dirige a Congregação da OCD sediada na capital Cairo, no Egito. Com estas palavras descreve seus sentimentos quanto ao discurso de despedida de Joseph Ratzinger, 85 anos – Bento XVI – como Sumo Pontífice da Igreja Católica.

Despedida de Bento XVI – Praça de São Pedro, 27 de fevereiro de 2013

Não sou fácil para chorar e nem para admiti-lo, mas não posso esconder que escutando o discurso de despedida do Papa Bento XVI, hoje na praça São Pedro, não consegui resistir em dar vazão aos sentimentos como tem feito o próprio papa. O seu discurso foi marcado por uma extrema simplicidade, doçura paterna de alguém que não vai embora, mas somente vai rezar para nós e deixa o lugar para alguém mais jovem, mais em forma para poder dirigir a barca de Pedro em tempos de bonança e em tempos de tempestades.

O papa disse palavras que não podem ser esquecidas: “Trago todos no coração e rezarei para todos. Um papa não está sozinho na condução da barca de Pedro… nunca me senti sozinho… sempre soube que naquela barca está o Senhor, a barca da Igreja não é minha… estou verdadeiramente comovido, sinto a Igreja viva e vocês que estão aqui nesta audiência são a prova da vida da Igreja… não fujo da cruz, vou permanecer no recinto de Deus, rezando… Rezemos pelo novo papa (…)”.

Palavras que não podemos esquecer; é um testamento espiritual, uma palavra de entusiasmo para cada um de nós, para caminharmos com amor, esperança e fé. O Papa Bento recordou o início do seu pontificado quando aceitou por amor a Deus e a Igreja; fez uma bela síntese do seu pontificado e nos convida a todos a olharmos com esperança para o futuro.

Obrigado novamente Papa Bento XVI, também nós cremos que a Igreja não é do papa nem dos cardeais nem de ninguém, ela é de Cristo e Ele vai guiá-la sempre em todos os momentos. Quero oferecer ao Santo Padre as minhas lágrimas de amizade filial e de pobre carmelita descalço para que todas as lágrimas do mundo fecundem o deserto em que vivemos.

Que Santa Teresinha nos envie do céu uma chuva de rosas e bênçãos.

Frei Patrício Sciadini, ocd. (Abuna Batrik – Nome que recebi aqui no Egito como delegado geral da Ordem Carmelita)

Fonte: Perfil pessoal no Facebook

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