Deus e sua providência amorosa

“Reservei-te, e não me reconheceste” (Is 45, 4), disse Deus ao rei Ciro. Este, de fato, não conhecia a Deus, mas foi instrumento para a Sua obra na vida do povo de Israel quando fora “ungido como rei” para o exercício político. Deus é assim: sabe sempre se utilizar de pessoas e meios diversos para realizar a sua obra de reconstrução na sociedade e também em nós. “Dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). A fé autêntica não se furta das realidades seculares, compromete-se com elas, mas sabe sempre distinguir o seu limite. No âmbito da experiência pessoal muitas vezes nos deparamos com o absurdo nas ações de certas pessoas que convivem conosco e até confessam com fervor a fé cristã. Já com outras, ainda que “não conheçam a intimidade da amizade com Deus”, agem de forma edificante, construtiva, porque o amor e a justiça para com o outro são valores não opcionais ou acidentais. E tudo corresponde – para nós que cremos – à intenção de que o Evangelho mude nossas vidas e também seja luz aos outros. Tornar o Evangelho presente e vivo na sociedade hodierna é algo que não depende apenas dos esforços pessoais, mas, sobretudo, da força do Espírito Santo (cf. 1Ts 1, 5). Sim, Deus tem seus desígnios, suas permissões, sua providência amorosa! Não temais!
Antonio Marcos

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