O amor de Deus une a ternura da mãe e a firmeza do pai

Deus declara que não se esquece de nós (cf. Is 49, 14-15), garante isso com toda coragem e o jura sobre si mesmo. Esse texto de Isaías, cheio de ternura e delicadeza, faz-nos sentir que o amor de Deus une a ternura da mãe e a firmeza do pai. Um amor eterno.

É impressionante ver hoje a banalização da paternidade e da maternidade: mãe de aluguel, ventre de aluguel, segunda mãe. Pai que só serve para gerar vida como “reprodutor” e nada mais. Em Deus não é assim. O seu amor é tão forte que nem a morte pode romper. Vale a pena sentir esse amor de Deus que nos “tatua” e nos marca com o signo do fogo indelével e eterno.

Entrar na dinâmica do amor do Pai é sentir-se seguro, escondido na fenda do rochedo. O grito do salmista (61/62) “só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação”, é sempre de confiança e de abandono nas mãos providentes de Deus, que nos guarda como a “pupila dos seus olhos”.

Autor e Fonte: Frei Patrício Sciadini, OCD – Comentários Pão da Vida, VIII Domingo do Tempo Comum (A), Edições Shalom.

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