Os despreocupados com a ruína de José precisam de uma resposta


Tão oportunas as leituras bíblicas que estamos meditando e refletindo nesse tempo em cada Domingo na Celebração Eucarística. Oportunas, especialmente, por ocasião do período eleitoral, no qual estamos acompanhando o perfil e as propostas dos candidatos aos cargos de governo. Os esforços da Comunidade Cristã não têm sido poucos, basta observarmos os esclarecimentos oficiais por parte da Igreja do Brasil e dos formadores de consciência quanto aos perigos de se eleger candidatos com história, perfil, ideias e propostas que vão contra os princípios da moralidade e da ética, ou seja, quando suas possíveis ações possam vir a ser contra valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa, a dignidade do matrimônio e da família etc.

Acreditamos que as pessoas, por mais simples que sejam, já não são mais tão bobas e descompromissadas com a questão política. Elas podem até não saberem argumentar, não saberem a linguagem política e sua estrutura de funcionamento, mas, certamente, reconhecemos que se encontram mais sensíveis em captar a mentira dos candidatos, a demagogia política e a insustentabilidade de certas propostas. No entanto, também não se nega de quantos continuam enganados com falsas promessas e por aqueles que desejam usufruir de uma vida confortável em nome do povo. Essa vida cômoda e as vantagens financeiras, contrastantes com o salário do trabalhador, têm tornado os cargos políticos mais cobiçados do que nunca no Brasil, daí que vale tudo pra se eleger! Até mesmo humoristas perdem a oportunidade de usarem o talento para uma crítica de desconstrução essa mentalidade do aproveitamento da ingenuidade das pessoas.

O profeta Amós (6,1a.4-7) exorta e adverte as autoridades judaicas quanto à afronta de gozarem à custa do povo de Deus, permanecendo acomodados e despreocupados com as causas do povo de Israel. O exílio da Babilônia será para todos eles a consequência humilhante. Já o nosso exílio pode ser também tão perigoso quanto o do povo de Israel. Não queremos ver nossas crianças abortadas e nem a banalização dos direitos fundamentais da cada pessoa humana. Queremos a preservação da dignidade humana e a promoção do Bem comum. Lamentamos que alguns dos nossos magistrados do Supremo Tribunal Federal julguem a Lei da Ficha Limpa como inconstitucional. É um absurdo! Desconfiamos que por trás existam sim, as influências, as regalias, a cumplicidade em dar brecha para que a corrupção e o descompromisso político continuem sendo moda no Brasil. “Aqueles que não se preocupam com a ruína de José” (Am 6,7) precisam de uma resposta nossa na hora de votarmos.

Antonio Marcos   

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