O Big Brother real a 700 metros de profundidade!

O mundo inteiro tem se comovido com o que aconteceu com os 33 mineiros soterrados na mina São José, Chile, desde o dia 05 de agosto, os quais se encontram a 700 metros de profundidade se comunicando e recebendo o necessário para a sobrevivência unicamente por uma sonda de poucos centímetros de largura. O fato tem sensibilizado especialistas na área, profissionais médicos, psicólogos e, sobretudo, as famílias quanto à necessidade da melhor ajuda aos nossos irmãos trabalhadores. Tenho tentado me colocar no lugar deles e, confesso, é aterrorizante só em pensar.

As extremas condições possíveis para gerar desequilíbrio mental e danos à saúde em que já estão submetidos, requerem todo o esforço humano nas soluções para salvar aquelas vidas. Aqui no Brasil o astronauta Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço, deu importante entrevista sobre o ocorrido e sugeriu algumas ações essenciais, tais como: “o apoio externo constante por parte de psicólogos, o apoio das famílias e a ajuda para a manutenção da vida e da estima”. A NASA já enviou profissionais para ajudar, especialmente, no processo psicológico, pois tudo deve ser feito para que eles não se desesperem.

O Papa Bento XVI tem manifestado a sua proximidade espiritual e o profundo sentimento de solidariedade para com as famílias dos mineiros. O Santo Padre pediu ainda que todos os fiéis de língua espanhola acolham “a Palavra de Cristo, para crescerem na fé, na humildade e generosidade”. Acredito que muita gente em toda parte do mundo está também unida ao papa na solidariedade e na oração para que tudo transcorra bem com o resgate, embora esteja previsto a sua conclusão para um prazo de até 4 meses.

Estive pensando e comparando esta situação com o “Big Brother” do Brasil. Este espetáculo ridículo de promiscuidade que acontece na televisão brasileira todo ano, um confinamento fantasioso e estratégico para manipular as consciências dos telespectadores, e tudo simplesmente pelo dinheiro e a corrida pela fama, pois, de “grande irmão” não tem nada. O Big Brother em que estão confinados os mineiros chilenos é o que poderíamos chamar de real, de uma situação que deve comover a todos e provocar em nós a oração e a torcida para que tudo transcorra bem. Ao contrário de quem vai ganhar um milhão de reais mentindo, despindo-se, provando ser um melhor que o outro, desconstruindo os valores da família, da juventude e das relações humanas, o Big Brother dos mineiros é o verdadeiro confinamento e a corrida para a vida, necessitando assim de fé e apoio humano, confiança uns nos outros para se superar o medo, a angústia, a desesperança e para que jamais desistam da vontade de viver. O Big Brother a 700 metros de profundidade é a experiência real que exige de que cada um veja o outro como “grande irmão”.

Acreditamos que vai dar tudo certo! Ah, e se o pastor mandou uma bíblia e a TV brasileira fez média, não nos preocupemos: “Quem não está comigo, está contra mim”, disse Jesus. Não é hora de se discutir essa questão, mas de fazermos com que eles sejam confortados pela Palavra de Deus e é louvável a iniciativa do pastor. “Deus é amor” (I Jo 4,8). Se este único versículo alimentar cada um deles na fé e na esperança, tudo terá valido a pena. Precisamos que todos cheguem vivos, não para o “delírio de fãs” como acontece na trapaça do big Brother, mas para que outra vez venham para junto dos que os amam e assim vivam muito mais que como ganhadores de um milhão, mas com a certeza de que nasceram de novo. Rezemos!

Antonio Marcos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: