Maria, ajude os homens a retornarem à nostalgia de Deus e do Céu.


O Canto do Magnificat, relatado pelo evangelista Lucas (cf. Lc 1, 39-56), nos é uma grande profecia e nos traz esperança e consolo. Profecia, porque os desígnios de Deus não se confundem, não são destruídos por ocasião da fraqueza humana. Quem diria que o Povo de Israel, quando outrora fora amigo de Deus e experimentara da Sua sempre fidelidade, mas que também fizera a opção em negá-Lo, ainda pudesse contemplar as maravilhas de Deus, de forma plenamente gratuita, sem nenhum merecimento. Deus teria razões para abandonar aquele povo, mas não o fez porque Seu amor é fiel. É assim o amor de Deus, “a loucura” de Sua misericórdia. Das profundezas dos nossos abismos Deus nos resgata e nos eleva à dignidade de Seus filhos. Quem é este Deus pra nos amar assim?
O Magnificat de Maria é também esperança pelo fato de que Deus vai além das nossas expectativas. Ele olha para a nossa pequenez, para a nossa fraqueza e realiza maravilhas quando nos deixamos tocar pela Sua graça, quando dizemos sim, mesmo quando nada vemos. O que dizer daquela pequena aldeia, Nazaré, e daquela jovem mulher, virgem, sem pecado por mérito divino, virtuosa e santa, mulher de fé vivendo em meio a grandes contrastes sociais e religiosos, mas o fato de Maria estar ali e já ser escolhida, não lhe dava o direito de ser dispensada da liberdade de optar por Deus ou de negá-Lo (cf. LG 56). Maria diz sim e começa uma longa caminhada de crescimento na fé (cf. LG 58), de prova e purificações, não por causa do pecado, pois era sem pecado, mas por causa da adesão incondicional da sua liberdade e vontade a Deus. A humilhação e o sofrimento foram também companhia na sua vida. No entanto, sua fé é admirável, seu abandono nos constrange e nos reanima a também trilharmos este caminho.

O Magnificat de Maria é consolo porque, ao derrubar do trono os poderosos e elevar os humildes, Deus promete lembrar-se de Sua fidelidade para sempre, para sempre. Maria foi assunta ao céu de corpo e alma (cf. LG 59) como fruto da fidelidade do amor de Deus para que ela se parecesse mais com o Seu Filho (Cf. LG 59), o vencedor da morte e do pecado. Assim também é a nossa esperança e consolo: não caminhamos às apalpadelas e nossas labutas não são indiferentes a Deus; nossa luta para vencer o pecado e sermos, cada dia, mais parecidos com Jesus não é uma fuga, mas nossa felicidade e salvação. Assunta ao céu, Maria é o modelo de pessoa humana redimida e glorificada. Maria é o que seremos! Ajude-nos, mãezinha, a crescermos na fé, especialmente quando nos chegarem a cruz e a dor. Ajude os homens de hoje a retornarem à nostalgia de Deus e do céu.  Intercede por nós, Virgem da Assunção.
Antonio Marcos

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