O Halleluya precisa dessas “Martas!”


Belíssimas as palavras do Pe. Antônio Furtado na homilia desse último Domingo, no Shalom da Paz. O Evangelho, como nos recordamos, era o de Lucas 10,38-42, que falava da presença de Jesus na casa de suas amigas, Marta e Maria. Quase sempre foi nossa tendência desprezar Marta por ela “não se encontrar” aos pés do Senhor, como Maria, e estar cuidando do serviço doméstico e da acolhida. Pelo fato de Jesus ter dito que “Maria escolheu a melhor parte”, estando-lhe aos pés na escuta dos Seus ensinamentos, achamos que se tratava de desprezo por parte de Jesus quanto ao trabalho de Marta, e isto é um grande equívoco, tão bem nos explicou o Pe. Antônio.

É preciso entender o chamado de Deus para a vida de cada pessoa. Tão importante quanto à vida dos que deixam tudo para seguir o Senhor na contemplação é, sem dúvida, aqueles que desempenham os trabalhos seculares. De forma maravilhosa Deus tem inspirado ao Moysés esta forma de vida onde é possível sermos contemplativos na ação, o que é próprio do Carisma Shalom. É importante não esquecer que rezando ou trabalhando, somos sempre de Deus. Na verdade, faltam muitas Martas em nossos dias! Faltam Martas que se disponham a cuidar dos mais necessitados, dos que estão doentes na família; Faltam Martas que se disponham a cozinhar num retiro, a organizar as cadeiras da Igreja, da Comunidade, a servir voluntariamente nas diversas frentes de evangelização; Muitas vezes faltam Martas que se disponham a “capinar” no Halleluya.

Hoje se encerrou mais um acampamento Shalom, 1200 jovens, e quantos ali foram Martas. Serviram a Deus, deram prova de amor ao Senhor no escondimento do serviço e isso é tão necessário quanto o trabalho dos que estão à frente. Este tipo de serviço oculto e nem sempre reconhecido, ofertado na alegria pela conversão dos que estão ali, pode operar mais que os méritos e a eficácia do pregador. Na Igreja é assim, quantos fizeram e fazem tanto por nós sem serem notados. Maravilhamo-nos pelas práticas de piedade pública, são importantes, mas não esqueçamos do que é fecundado em nossas vidas e que vem da doação oculta de vida de muitos. Dessas Martas temos tanta necessidade nos dias de hoje. O Halleluya é uma grande oportunidade para vivenciarmos bem este Evangelho através do engajamento, do serviço por amor, concluiu Pe. Antônio Furtado.
Antonio Marcos

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